terça-feira, 3 de maio de 2011



"Devemos compreender sem ilusão o que realmente somos, e não o que pensamos ser e, com coragem, realizar nossa transformação. Ser agora, no presente. O futuro é uma consequência vivida do presente e não fruto de aspirações de uma mente ociosa, que deixa sempre essa transformação para depois."


(Trecho do livro Violetas na Janela)
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segunda-feira, 11 de abril de 2011


Minha vida


Três paixões, simples, mas irresistivelmente fortes, governaram minha vida: o desejo imenso do amor, a procura do conhecimento e a insuportável compaixão pelo sofrimento da humanidade.
Essas paixões, como os fortes ventos, levaram-me de um lado para outro, em caminhos caprichosos, para além de um profundo oceano de angústias, chegando à beira do verdadeiro desespero.
Primeiro busquei o amor, que traz o êxtase – êxtase tão grande que sacrificaria o resto de minha vida por umas poucas horas dessa alegria. Procurei-o, também, porque abranda a solidão – aquela terrível solidão em que uma consciência horrorizada observa da margem do mundo, o insondável e frio abismo sem vida. Procurei-o, finalmente, porque na união do amor vi, em mística miniatura, a visão prefigurada do paraíso que santos e poetas imaginaram. Isso foi o que procurei e, embora pudesse parecer bom demais para a vida humana, foi o que encontrei.
Com igual paixão busquei o conhecimento. Desejei compreender os corações dos homens. Desejei saber por que as estrelas brilham. E tentei apreender a força pitagórica pela qual o número se mantém acima do fluxo. Um pouco disso, não muito, encontrei.
Amor e conhecimento, até onde foram possíveis, conduziram-me aos caminhos do paraíso. Mas a compaixão sempre me trouxe de volta à Terra.
Ecos de gritos de dor reverberam em meu coração. Crianças famintas, vítimas torturadas por opressores, velhos desprotegidos – odiosa carga para seus filhos – e o mundo inteiro de solidão, pobreza e dor transformaram em arremedo o que a vida humana poderia ser. Anseio ardentemente aliviar o mal, mas não posso, e também sofro.
Isso foi a minha vida. Achei-a digna de ser vivida e vivê-la-ia de novo com a maior alegria se a oportunidade me fosse oferecida.



(RUSSEL, Bertrand, Revista Mensal de Cultura,
Enciclopédia Bloch, n. 53, set.1971, p.83)

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domingo, 3 de abril de 2011


Realmente, depende de mim.


Já escutei muito a frase "só depende de você pra dar certo" ou aquela outra "só depende de você tentar mudar". Depois de bater de frente com as frases e todas as vontades que as seguem de não depender só de mim, entendi que não tenho saída. Depende mesmo só de mim.
Repetitivo? Muito! Deve ser pra eu não esquecer o quanto realmente é verdade!
Tudo o que tenho experimentado na minha vida nos últimos tempos, tem me mostrado que as circunstancias nem sempre vão depender de mim, mas o que vou fazer com elas, sim.
Não quero, não quero e não quero, mas, chega uma hora que eu preciso querer. Chega um momento que não dá mais, tenho que querer alguma coisa. Essa alguma coisa vai crescendo, fortalecendo e outras coisas vão surgindo. E assim, conforme vou entendendo que "só depende de mim", as coisas vão começando a deslanchar, acontecer e tudo aquilo começa a fazer mais sentido.
Sentido que foi dado por mim, pela minha força de vontade, pela minha persistência em tentar, em não desistir e principalmente, pela minha determinação em me levantar todas as vezes que eu cair.
E parece que as coisas vão ficando mais fáceis apenas pelo fato de eu não ter mais aquele sentimento de "não quero nem tentar" dentro de mim.
Hoje eu sei que se não der certo, eu tentei, porque, eu consegui entender o quanto realmente depende de mim!

“O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende de mim!”
(Charles Chaplin)


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sexta-feira, 1 de abril de 2011


Sonhando acordada


Eu sempre sonhei com conto de fadas. Achava que aquele filme que passa a tarde era a prova concreta que existe a chance das coisas serem como na história da Cinderela, Branca de Neve e sabe-se la mais quantas que o príncipe encantado salva a princesa e o final é feliz pra sempre!
Acho que esse meu romantismo em excesso me impediu de ver muita coisa na minha vida! Eu até poderia dizer que perdi tempo com ele, mas, pelo contrário... Acho que foi justamente esse tempo que me fez perceber o qto é importante ter contos de fadas como visão da vida em alguns momentos. Ta certo, em alguns momentos, não em todos, ok?!
Acho que consegui ser mais realista qdo percebi que os sonhos só se tornam reais, qdo lutamos por eles, e, essa luta vem do agora, do real. Não adianta ficar em casa sentada esperando que o príncipe encantado venha montado em um cavalo branco me buscar pra passear pq isso não vai acontecer. Até pq, os príncipes de hoje nada se parecem com encantados.
Um pouco de fantasia não faz mal a ninguém, porém, a realidade existe justamente para pensarmos sobre a existência dessa tal ilusão que tantas vezes nos invade, nos permitindo simplesmente fechar os olhos e acreditar! Nada na vida deve ser assim tão bruscamente frio. O tal do equilíbrio (eu ainda encontro esse danado) se faz necessário qdo o assunto é aquilo que vc sonha pra sua vida.
Príncipes encantados não existem. Contos de Fadas são reais até dar meia noite e a carruagem voltar a ser abóbora. Mas, o que faríamos sem aquele charme todo da princesa que se arruma pro baile para poder encontrar o grande amor da sua vida?
 Ai, e quantos amores que nós temos hein! Todos são definitivamente aquele com quem passaremos o resto de nossas vidas! Hahaha...
E dale troca de figurino, troca de personagem.. Belas Adormecidas, Brancas de Neve, Cinderelas... Quantas dessas não existem dentro de nós? Cada uma em uma história diferente, cada uma dentro de um novo romance, de um novo amor. Aquele que vai durar para sempre...
Pensando bem, existe um conto de fadas que eu sou fã até hoje. O do Shrek. Aquele que o príncipe é um ogro e que a princesa acaba abrindo mão de alguns sonhos para estar ao lado dele. Esse me parece mais próximo à realidade de que o mundo perfeito não existe, e que a imaginação das crianças pode sim ter um equilíbrio entre o real e o imaginário.
A Fiona nada mais é que o oposto daquela princesa loira, magérrima, com finos tratos, que consegue tudo o que quer do seu príncipe, vivendo assim um lindo e eterno amor. Ela faz parte de uma espécie de mulheres guerreiras, que tem ao seu lado um companheiro da mesma espécie, mas, que em muitos momentos não concordam um com o outro, que tem vontade até mesmo de desistir.
Não sei se eu quero um Shrek pra minha vida (pode ser um pouco menos kkkk), mas, quero sim ter a oportunidade de, depois de viver todas as faces das princesas que ainda restavam da minha infância, conhecer alguém real. Alguém que não tem compromisso em alimentar sonhos e fantasias, mas, alguém que se comprometa com a verdade da vida! Aquela que nem sempre o sonho se realiza, mas, que sempre existe uma luta para alcançá-lo.

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quinta-feira, 31 de março de 2011


Selinho que recebi da Ani... Obrigada flor!


5 regrinhas básicas:

1- Exiba a imagem do prêmio cima
2 - Post o link do blog que o premiou: http://cristalssp.blogspot.com
3 - Publique as regras
4 - Indique 10 blogs para receberem
5 - Avise os indicados 


Blogs indicados:


Mensagens de uma entediada
Mpandolfi
Sentimentos confusos
Sonhos de Deus
Devaneios fugazes
Pé de meia
Coisas da Vivianeh
Walk on the moon
Proxy Hana
Paratododia:"palavras"
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Efêmero


Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é efêmera, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes.
Muitas flores são colhidas cedo demais. Algumas, mesmo ainda em botão.
Há sementes que nunca brotam e há aquelas flores que vivem a vida inteira até que, pétala por pétala, tranqüilas, vividas, se entregam ao vento. Mas a gente não sabe adivinhar. A gente não sabe por quanto tempo estará enfeitando esse Éden e tampouco aquelas flores que foram plantadas ao nosso redor. E descuidamos. Cuidamos pouco. De nós, dos outros.
Nos entristecemos por coisas pequenas e perdemos minutos e horas preciosos. Perdemos dias, às vezes anos.
Nos calamos quando deveríamos falar; falamos demais quando deveríamos ficar em silêncio. Não damos o abraço que tanto nossa alma pede porque algo em nós impede
essa aproximação. Não damos um beijo carinhoso "porque não estamos acostumados com isso" e não dizemos que gostamos porque achamos que o outro sabe automaticamente o que sentimos.
E passa a noite e chega o dia, o sol nasce e adormece e continuamos os mesmos, fechados em nós. Reclamamos do que não temos, ou achamos que não temos suficiente.
Cobramos. Dos outros. Da vida. De nós mesmos. Nos consumimos.
Costumamos comparar nossas vidas com as daqueles que possuem mais que a gente. E se experimentássemos comparar com aqueles que possuem menos? Isso faria uma grande diferença!
E o tempo passa... Passamos pela vida, não vivemos. Sobrevivemos, porque não sabemos fazer outra coisa. Até que, inesperadamente, acordamos e olhamos pra trás.
E então nos perguntamos: e agora?!
Agora, hoje, ainda é tempo de reconstruir alguma coisa, de dar o abraço amigo, de dizer uma palavra carinhosa, de agradecer pelo que temos.
Nunca se é velho demais ou jovem demais para amar, dizer uma palavra gentil ou fazer um gesto carinhoso.
Não olhe para trás. O que passou, passou. O que perdemos, perdemos.
Olhe para frente! Ainda é tempo de apreciar as flores que estão inteiras ao nosso redor. Ainda é tempo de voltar-se para Deus e agradecer pela vida, que mesmo efêmera, ainda está em nós.
Pense!... Não perca mais tempo.


(Letícia Thompson)

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quarta-feira, 30 de março de 2011



“Nenhuma luta haverá jamais de me embrutecer, nenhum cotidiano será tão pesado a ponto de me esmagar, nenhuma carga me fará baixar a cabeça. Quero ser diferente, eu sou, e se não for, me farei.”

(Caio Fernando Abreu)
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